Arquivo para Abril, 2008

DELPHI/ PONTE DE SOR:ENCERRAMENTO DA FÁBRICA NÃO É “TRAGÉDIA”-TAVEIRA PINTO


O Presidente da Câmara de Ponte de Sor, Dr. Taveira Pinto, recusou hoje considerar uma “tragédia” o encerramento da fábrica local da multinacional norte-americana Delphi, com o despedimento de mais de 500 operários.
“Tragédia nenhuma. Tragédia era se eu assumisse uma depressão colectiva no concelho de Ponte de Sor e disséssemos que era o fim do mundo”, declarou o autarca, ao intervir durante um seminário sobre economia no distrito de Portalegre, que decorreu na vila de Crato.

O autarca, que falava na presença do ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, defendeu ainda que as instalações da fábrica da Delphi deveriam passar para a posse da autarquia.

“Dêem-me a mim as instalações da Delphi que eu, ao fim de ano e meio ou dois, tenho lá uma outra empresa ou mais do que uma”, assegurou.

Taveira Pinto mostrou ainda compreender os argumentos apresentados pela administração da Delphi para a deslocalização da unidade fabril.

“Eu sei que as multinacionais no mundo global, e qualquer um de nós que tenhamos uma empresa, vamos para onde nos dão mais condições. E se na Hungria dão mais condições, porque os salários são inferiores aos de Ponte de Sor, é lógico que eles vão para a Hungria”, disse.

O autarca de Ponte de Sor defendeu que as entidades que têm poder de decisão nos processos de negociação com as multinacionais, quando estas se pretendem instalar deveriam salvaguardar, à partida, a posse das instalações.

“Uma empresa vem para Portugal, vem para o distrito de Portalegre, é multinacional, o que é que nós devemos salvaguardar à cabeça? São as instalações”, reforçou.

O autarca, que revelou aos presentes não ter “medo de nada”, nem andar a “chorar ao ombro de ninguém” sobre o desenvolvimento da região, manifestou o desejo, no entanto, de que o distrito de Portalegre possua um plano estratégico claro de desenvolvimento económico.

A fábrica de Ponte de Sor da Delphi, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

O encerramento da fábrica já foi anunciado pela empresa e, segundo dirigentes sindicais, fechará portas durante o primeiro trimestre do próximo ano.

Na sequência do anúncio do fecho da fábrica, estão em curso negociações entre a administração e representantes sindicais dos trabalhadores para a atribuição de indemnizações.

O processo negocial, no âmbito do qual as partes ainda não chegaram a acordo, prossegue durante a próxima semana.

Lusa
http://www.radioportalegre.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1031&Itemid=54

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FOI SOL DE POUCA DURA!

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Pois foi! Tão depressa foi fechado como foi aberto, e aberto continua.
Parece-me no entanto que a gestão da União Desportiva Operária de Barreiras, anda a gozar um pouco com isto. Para quem não sabe, a direcção da UDO, gastou um dinheirão, como o arranjo de um portão para o Parque Desportivo, mas o portão está, e continua aberto. Depois de sugerida neste blog, a hipótese da UDO fechar o portão afim de evitar vandalismo dentro daquele parque, a mesma fechou o portão mas num pequeno espaço de tempo o portão foi aberto e nunca mais foi fechado. Há no entanto quem diga que aquele portão foi aberto propositadamente, afim de facilitar o furto de lenha no já inactivo forno de carvão, que se encontra ao lado do Parque Desportivo. Esta é no entanto uma informação cuja, a sua veracidade não está confirmada. Mas ao mesmo tempo temos de admitir que o método é funcional e bem possível. Apelo mais uma vez que independentemente, do motivo que for, o portão deverá ser fechado, afim de não facilitar a criação de casos deste tipo.

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“O CÃO NÃO LADRA POR VALENTIA, MAS SIM POR MEDO”

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Após algum silêncio da minha parte, venho-vos agora falar do silêncio por parte dos “bate-boca” da União Desportiva Operária.
Este meu silêncio serviu apenas para obter informações sobre aquela associação, informações, estas, obtidas por populares lá da aldeiazita.

Ao que dizem, aquela associação está mal, mas ainda e um dos cafés que consegue sobreviver à crise que o governo fala.
Dias após dias, anos após anos, são várias as pessoas que tentam sobreviver à vida, recorrendo à abertura de estabelecimentos comercias em Barreiras. Estes estabelecimentos são na maioria pequenos cafés e pequenos, ganha pães dos comerciantes.
Ao longo dos tempos foram bem visíveis aqueles que conseguiram, sobreviver à vida através daqueles pequenos estabelecimentos. Ao passar do tempo tenho vindo a notar não só em Barreiras mas também um pouco por tudo o concelho de Ponte de Sor, que o comércio que vive de legalidades, acaba sempre por fechar, e aquele comércio que está ilegal, consegue resistir tempo após tempo. Em Barreiras isso é bem visível, os comerciantes legais, estão com problemas porque o comércio em si já está mal, ainda por cima vão ter de pagar ás finanças, pagar higiene, pagar segurança etc. Aqueles cujo o seu negócio está ilegal, conseguem tempo após tempo sobreviver á “crise”, pois não pagam finanças, não pagam higiene exigida pela legislação, nem sequer condições de segurança têm, por isso também não a pagam. É triste saber que o comércio legal está a fechar e que o ilegal está cada vez mais forte e cada vez mais resistente.
Talvez seja por esse motivo que a gestão da UDO, não abre “bico” ás criticas aqui escritas, pois sabem que ao faze-lo estarão a cometer o erro daquela associação poder fechar devido ás suas ilegalidades. Mas podemos sempre colocar a hipótese de quem esplorar o bar da UDO, recorrer financeiramente aos cofre da mesma, o que espero que não venha a acontecer. Mas não devem ser os primeiros nem os últimos!!!

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